Alguns chamariam aquele momento de destino, algo que já
estava predestinado a acontecer! Já eu, sendo a realista que sou, chamo de:
Álcool, adolescência e hormônios.
Mas não importa o nome que tenha, a origem ou todas as
teorias bizarras de como eu ou qualquer pessoa chega até aqui. Tudo, no final,
se resume a avalanche de sentimentos que percorre seu corpo. Como, de uma hora
pra outra, sua boca só tem esse único final que é se encaixar perfeitamente na
dele. O fato de mesmo estando com os olhos fechados você poder ver estrelas, de
como em uma sala em que antes predominava o silencio surgir uma chuva de fogos
de artifícios explodindo um por um acima de vocês.
E derrepente, ele parece ter oito mãos, pois, uma acaricia
seu rosto, enquanto outras passam sorrateiras por suas costas e pescoço, uma
passa, suavemente, acariciando seus cabelos e a ultima esta lá, bem na sua
cintura, só para que você seja puxada pra mais perto dele.
Calafrios, borboletas e sabe se lá o que mais! Me despeço
mentalmente desse momento sublime enquanto nossos lábios vão se afastando um do
outro, e ainda com os olhos fechados, me pergunto se todas as pessoas nesse
pequeno universo tiveram a sorte que eu tive.
Finalmente abro os olhos e dou de cara com um sorriso que
juro por Deus, “poderia iluminar uma cidade inteira”. Nossos olhos voltam a se
fechar e não é muito difícil de se adivinhar o que viria depois disso.
Mais fogos de artifícios.

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